Uso de chupetas, seus prós e contras. O que você precisa saber?

O uso da chupeta é um assunto bastante controverso, pois tem suas vantagens e desvantagens. A chupeta pode ser útil no momento em que o bebê precisa se acalmar e satisfazer sua necessidade de sucção, mas seu uso prolongado pode trazer prejuízos ao desenvolvimento da criança. A recomendação da Associação Brasileira de Pediatria é que a chupeta seja utilizada com moderação, e que o hábito seja descontinuado até, no máximo, os 3 anos de idade. 

Sabemos que a chupeta pode ajudar a acalmar o bebê em momentos de choro ou agitação, mas, para que os pais e cuidadores possam decidir se irão ou não oferecer este recurso aos pequenos, é necessário que conheçam os prós e contras do hábito de seu uso.

O uso prolongado da chupeta poderá prejudicar o processo de socialização e de comunicação da criança, pois dificulta a articulação de sons e o desenvolvimento da linguagem, levando a vocalizações distorcidas e atraso na fala. Além de possíveis prejuízos à fala, o uso por um longo tempo poderá também causar alterações na arcada dentária, como má oclusão (dentes tortos), crescimento irregular da mandíbula e deformação do palato (céu da boca).
Diante disso, quais são as nossas recomendações para as mamães e papais?

1º) Caso a opção seja oferecer a chupeta, sugerimos, às mulheres que desejam amamentar, que sua introdução só ocorra após a total adaptação do bebê ao aleitamento (depois da 3ª ou 4ª semanas de vida – recomendação feita pela Academia Americana de Pediatria).
2º) É importante evitar o uso constante da chupeta, oferecendo-a apenas quando o bebê estiver agitado ou precisando de conforto.

É importante que os pais conversem com o pediatra e, se necessário, com outros profissionais para tomar a melhor decisão sobre o uso da chupeta para seus filhos.

Mas se a decisão já foi tomada, e a chupeta introduzida como um hábito, seguem algumas dicas para que a retirada aconteça de forma gentil e saudável. É importante lembrar que a maneira de retirar a chupeta varia conforme a criança e a idade e que, quanto mais o tempo passar, maior será o desafio e a dedicação dos pais para que isso aconteça.

  • Utilize a chupeta pelo menor período de tempo possível (a Sociedade Brasileira de Pediatria orienta que a chupeta seja usada até, no máximo, um ano de idade);
  • Inicie, a partir dos 6 meses, a retirada gradual da chupeta, buscando descontinuá-la completamente até, segundo a Associação Brasileira de Odontopediatria e o Ministério da Saúde, os 2 anos de idade;
  • Retire a chupeta assim que a criança se acalmar ou adormecer;
  • Entenda a real necessidade de seu uso. Primeiramente, antes de oferecer a chupeta, verifique a origem do choro (fome, sono, calor, frio, fralda suja);
  • Se a chupeta é usada em momentos de necessidade, procure usar outras formas de o bebê acalmar, como uma naninha ou ouvir uma música suave;
  • Comece diminuindo a frequência, fazendo a criança escolher locais ou horários específicos para o uso, e definam onde a chupeta será guardada;
  • Converse com a criança, de maneira honesta e realista, sobre a necessidade de retirada da chupeta, e não minta ou faça chantagens;
  • O uso de recursos lúdicos poderá ser muito bem-vindo quando a criança já estiver pronta para deixar a chupeta. Você poderá, por exemplo, “chamar a fada da chupeta” para levá-la, mas lembre-se sempre de que isso não pode soar como uma chantagem, e sim como um ritual de uma fase que está terminando;
  • Se você perceber que faz sentido, converse e combine com a criança um prazo para o abandono da chupeta. Pode ser em um aniversário ou uma data especial, mas sem pressão ou urgência. Estabelecer uma data deve estar atrelado a toda a evolução do processo;

A chupeta jamais deve ser retirada de forma abrupta. Lembre-se de que será preciso paciência para que a criança se sinta pronta para o momento.

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